O primeiro convidado me fez rir descontroladamente. Tinha algo a ver com um contador, ele o havia enganado, roubado o seu dinheiro. Ele não podia realmente matá-lo, então matou-o na página 347 do seu livro, que estava à divulgar.
Realmente fugiu para o paraguai. Teve que distribuir dinheiro pelo caminho para atravessar a fronteira. Observou o funcionamento do contrabando e como as mercadorias passavam de um país para o outro sem o acréscimo de impostos sobre o seu valor. Fez piadas com as gírias (em espanhol) que ouvia pelo caminho. Falou de uma bunda. Leu alguns trechos do livro que escrevera para auxiliar suas explicações e mencinou este fato. Ri, do começo ao fim.
O segundo convidado era um ator. Também foi para divulgar... divulgar a peça na qual estava atuando até aquele momento. Chamava-se "Após a Chuva". A peça, não o ator...
Interessante que a única parte em que dei algumas poucas risadas, foi quando o ator demonstrou o quanto havia apreciado a história contada pelo convidado anterior. No resto do tempo, fixei minha cabeça ao solo, e lá fiquei, apenas com o áudio. Ele era simpático demais. Entediei-me. Ele tinha algo com o chapéu. Cheguei tarde demais para entender.
Algo incomum (pelo menos para mim) aconteceu.
O programa havia começado com uma violonista e terminou com uma banda de pop rock cujas letras transmitiam lindas mensagens cristãs de esperança, amor e compaixão, evocando, é claro, o nome de nosso senhor todo poderoso. Já não estava lá. Encontrava-me no quarto, aproveitando-me da absurdamente alta taxa de download, a qual era atualizada pelo software do meu modem, de segundo em segundo, chegando a um máximo de 2.12 Mbps.
O que acontece depois não interessa, não fazia mais parte daquela uma hora.
Minha cabeça à minha altura, subtraída do comprimento de minha perna esquerda, que acontece de ser o mesmo da perna direita; Minha cabeça fixada ao solo, enquanto ouvia os esporádicos sons dos ônibus que passavam na avenida, a alguns metros de distância da cozinha onde me encontrava; Minha cabeça onde devia estar, um metro e sessenta, um metro e sessenta e cinco, realmente, não me lembro. Uma hora, uma cabeça, três alturas.
Aplausos para o primeiro convidado.

Maneiro esse, véi! bjs
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