segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Monumento


Quatro meses e venho te esmiuçando. As primeiras imagens que tive de ti... Encostada em um balcão de lanchonete, em uma rodoviária onde agora assumes formas mil. Te encontrei e reencontrei tantas vezes, sempre nos mesmos lugares. Agora uma névoa cinza encrustou na tua face. Te vejo cinza e marrom, um monumento só meu, que defendo vorazmente à machadadas. Mas és grande demais, aqui e ali te roubam pedaços. Sei que és resistente, sólida... Mas que mal faria se tomasses vida? Se pudéssemos, os dois, lutar lado à lado contra os ladrões de rochas?

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